
O tempo é cada vez mais curto e o congestionamento, mais longo. Quem não consegue chegar ao escritório, acaba adiantando algo em casa mesmo. Quem pode, desiste de tudo e investe em um agradável home office, que pode se tornar local de trabalho, lazer ou relaxamento.Segundo a designer Rosely Salermo, home offices têm de ser personalizados – é preciso saber muito bem quais são as intenções do usuário com a projeção do espaço, e qual a área total disponível, tentando ajustar da melhor forma todo o conforto necessário. Ela conta sobre sua experiência em “bolar” alguns escritórios para quem preferiu deixar a rua, e trabalhar em casa:
- Tem que ser aconchegante – é ambiente de trabalho e, portanto, precisa oferecer privacidade. “Ele tem identidade própria, mas não perde o vínculo arquitetônico com a casa em seu posicionamento”, defende a designer Rosely Salermo.
- Ao idealizar um espaço de trabalho, a primeira pergunta é: quais são os instrumentos ou materiais necessários ao dia-a-dia profissional do usuário? Médico, arquiteto, empresário, jornalista; uns usam apenas computador, outros precisam de uma maca, ou equipamentos de luz e som, TV, telefone, arquivo ou fax. Uma lista dessas necessidades básicas vai orientar o arquiteto de interiores.
- Depois, o essencial é uma mesa ou balcão, que acomode os principais instrumentos. Pode ser feita sob medida, na altura ideal, já considerando gavetas e arquivos para papéis, posição para tomadas e até mesmo acomodação para cabos de internet e fios elétricos. Uma cadeira à altura da mesa é item central, principalmente para quem passa horas na frente do computador.
- Dependendo da área disponível, uma série de objetos pode completar o espaço: “O pequeno sofá, para relaxar, ou até outra mesa com cadeiras; alguns pedem prateleiras em uma das paredes, para livros, CDs, DVDs; se for profissional de área técnica, a mesa de reunião terá de ser maior, para abrir as páginas de um projeto”, conta Rosely.
- Há também quem adora trabalhar na companhia de seu bicho de estimação, que vai precisar de uma cama ou tapete, em canto próximo. As variações são inúmeras: alguns clientes gostam de ter uma poltrona grande, com iluminação especial para a mulher que lê enquanto ele trabalha; ou o mais solitário, que aprecia beber café, ou assistir à TV de plasma, ou ainda estender a mão até um pequeno bar, ao lado”.
- Rosely é adepta do espaço personalizado: na Casa Cor 2008, seu gazebo – Escritório de Design e Cores – com piso flutuante de vidro sobre uma base de areia, sofá de couro ecológico e mesa de trabalho exclusiva inspira o artista; o home office pode também ficar em nível mais elevado que os outros cômodos da casa, de forma a produzir visão integrada para a sala de estar, jantar e home theater.
Via: Leroy Merlin
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